Bits retrofuturistas: o álbum/homenagem Twin Paradox celebra mestres da música artificial

O ábum Twin Paradox é simplesmente uma homenagem a pioneiros do techno-pop, fortemente tematizado pelo cinema de sci-fi.
Bits retrofuturistas: o álbum/homenagem Twin Paradox é a realização de um pretérito pré-adolescente
Foto: Divulgação

Em uma noite qualquer de 1978, um menino de 11 anos se transporta para os mundos imaginados por Júlio Verne e H.G. Wells. Quando a leitura cansa os olhos, ele apaga a luz do quarto e a única luz visível é a do dial de um Motoradio RC-M61 de madeira.

Torce para o rádio tocar From Here to Eternity, do Giorgio Moroder, na estação Excelsior – A Máquina do Som, AM 780 kHz. Dali a pouco, um arpejador inunda o ambiente com os sons sintetizados da Euro Disco. Assim, o moleque fecha os olhos e fica imaginando como será o futuro.

O futuro chegou um pouco diferente

Corta para o futuro daquele pretérito pré-adolescente: os alienígenas não invadiram a Terra, como em A Guerra dos Mundos, nem a IA surtou e matou astronautas, como em 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Só que, ao melhor estilo de Star Trek, as pessoas hoje andam com seu computador de mão conectado à rede mundial de computadores.

Com ele, pagam despesas, fazem ligações instantâneas, gravam cenas do cotidiano ou as transmitem em tempo real para qualquer lugar do mundo. Rose, a robô do desenho animado de Os Jetsons, ainda não está à venda, mas conversamos com uma tal de Alexa. Não é preciso mais esperar a parada das rádios, contudo, é só pedir ao smart speaker da Amazon conectado que reproduza o que se quiser ouvir.

Homenagem aos pioneiros

Pois é nessa vibe que os serviços mundiais de streaming acabaram de lançar Twin Paradox, o primeiro álbum de música com temática sci-fi que aquele menino produziu junto com seus ansiosamente aguardados robôs. O estilo é synthwave/(vintage) electronic, que desde aquela época quis ser futuro.

Por isso, sem pretensões, o disco é simplesmente uma homenagem a pioneiros do techno-pop como os alemães Kraftwerk e Tangerine Dream; o grego Vangelis; o francês Jean-Michel Jarre; e os italianos Giorgio Moroder e Romano Mussumarra.

De quebra, também celebra “herdeiros” deles, como a dupla francesa Daft Punk e o finlandês Kebu. A estética, como não poderia deixar de ser, é inspirada pelas viagens espaciais e pelo paradoxo dos gêmeos gerado pelas velocidades e distorções espaço-temporais relativísticas. (N.E.: o menino em questão é Amaury Pontieri, um amigo que compartilha essas paixões comigo. E agora, também com o leitor).

FAQ sobre Twin Paradox

1. Qual é o estilo musical exato de Twin Paradox e quais são suas principais influências sonoras?
O álbum é classificado como synthwave/(vintage) electronic. Pois suas principais influências sonoras são uma homenagem direta a pioneiros do techno-pop e da música eletrônica como Kraftwerk, Tangerine Dream, Vangelis, Jean-Michel Jarre, Giorgio Moroder e Romano Mussumarra.

2. O que significa o título Twin Paradox e como ele se relaciona com o álbum?
Twin Paradox (Paradoxo dos Gêmeos) é uma referência ao famoso conceito da Relatividade Especial de Einstein, que lida com a distorção do tempo em velocidades muito altas. A estética e o conceito do álbum são inspirados pelas viagens espaciais e pelas distorções espaço-temporais relativísticas, desse modo, unindo a paixão pela ficção científica com a música.

3. Onde Twin Paradox pode ser ouvido?
O álbum foi lançado nos serviços mundiais de streaming, estando, por isso, disponível nas principais plataformas digitais de música.

4. O texto menciona que o álbum foi produzido pelo autor “junto com seus ansiosamente aguardados robôs”. Quem são esses “robôs”?
A menção aos “robôs” é uma forma metafórica e bem-humorada de se referir às Inteligências Artficiais generativas usadas na produção das músicas. Junto com os sons sintéticos do estilo synthwave/electronic, dão vida à temática de ficção científica do trabalho.

5. Além dos pioneiros, quais “herdeiros” da música eletrônica também são celebrados em Twin Paradox?
O álbum também celebra artistas que levaram adiante o legado dos pioneiros do techno-pop e eletrônico. Os “herdeiros” mencionados, contudo, são a dupla francesa Daft Punk e o artista finlandês Kebu.

Rogério Victorino

Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.

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