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Negros seguem como principais vítimas de homicídios no Brasil, alerta Ipea
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta segunda-feira (12/5) dados alarmantes sobre a violência no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2024, divulgado pela Agência Brasil, uma pessoa negra tem 2,7 vezes mais chances de ser assassinada do que uma pessoa não negra.
O levantamento, realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que, em 2022, os negros representaram 76,9% das vítimas de homicídio no país. Essa proporção se manteve praticamente estável desde 2012, reforçando assim um padrão estrutural de desigualdade racial.
De acordo com os pesquisadores, essa disparidade escancara o racismo estrutural que ainda persiste na sociedade brasileira. Os autores do estudo afirmam que os dados apontam para uma violência seletiva que atinge, sobretudo, a população negra e periférica.
Perfil das vítimas não muda
O relatório também aponta que as taxas de homicídio vêm caindo desde 2017. No entanto, essa redução não foi suficiente para alterar o perfil das principais vítimas. Além disso, os jovens continuam a ser os mais afetados, especialmente os homens negros entre 15 e 29 anos.
Para reverter esse cenário, os especialistas do Ipea recomendam o fortalecimento de políticas públicas voltadas à igualdade racial, segurança cidadã e prevenção da violência. Pois eles também destacam a importância de investimentos em educação, oportunidades de trabalho e acesso a serviços públicos nas regiões mais vulneráveis.
Em suma, o estudo reforça a necessidade de ações estruturantes que combatam, de forma efetiva, o racismo e a desigualdade social, fatores centrais na persistência da violência contra negros no Brasil.
FAQ sobre negros como principais vítimas de homicídio
O que mostra o Atlas da Violência 2024?
O estudo mostra que pessoas negras têm 2,7 vezes mais chances de serem assassinadas no Brasil.
Qual é o percentual de negros entre as vítimas de homicídio?
Em 2022, 76,9% das vítimas de homicídio no Brasil eram negras.
O que explicaria essa desigualdade?
O Ipea aponta o racismo estrutural e a exclusão social como causas centrais dessa violência seletiva.
As taxas de homicídio estão caindo?
Sim, desde 2017 houve uma queda, mas o perfil das vítimas permanece o mesmo.
O que pode ser feito para mudar esse cenário?
É necessário investir em políticas públicas de igualdade racial, segurança, educação e inclusão social.
Rogério Victorino
Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.
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