Relatório da Human Rights Watch alerta que avanço autoritário atinge 72% da população mundial

Relatório 2026 da Human Rights Watch alerta que 72% do mundo vive sob regimes autoritários e critica retrocessos globais.
Relatório da Human Rights Watch alerta que avanço autoritário atinge 72% da população mundial
Foto: Canva

O relatório mundial de 2026 da ONG internacional Human Rights Watch (HRW) afirma que 72% da população do planeta vive sob regimes autoritários e alerta para um novo ciclo de erosão democrática. Segundo a organização, o mundo enfrenta um avanço autoritário. Além disso, governos têm enfraquecido instituições, pressionado liberdades civis e atacado mecanismos internacionais de direitos humanos.

O documento analisa a situação dos direitos humanos em mais de cem países. Ao mesmo tempo, ele sustenta que o cenário global empurra a democracia para patamares semelhantes aos de décadas atrás. Para a HRW, esse movimento não aparece como um fenômeno isolado. Pelo contrário, ele se espalha por diferentes continentes e se torna mais visível a cada ano.

O que o relatório da HRW diz sobre o avanço autoritário

No texto de abertura, a Human Rights Watch descreve um ambiente global de retrocessos democráticos. Segundo a ONG, o planeta enfrenta repressão crescente e enfraquecimento de garantias fundamentais. Por isso, o relatório aponta que Rússia e China se tornaram menos livres do que eram há 20 anos. Além disso, ele afirma que até democracias tradicionais sofrem deterioração institucional.

A HRW usa a expressão “avanço autoritário” de forma ampla. Ou seja, ela não se limita a denunciar prisões arbitrárias ou censura explícita. Em vez disso, o relatório destaca estratégias mais silenciosas. Entre elas, aparecem o uso do Estado para intimidar opositores, o enfraquecimento da independência judicial e a corrosão da confiança pública no processo eleitoral.

O papel de Trump no diagnóstico da ONG

A Human Rights Watch dedica parte central do relatório ao primeiro ano do novo mandato de Donald Trump nos Estados Unidos. Segundo a ONG, a postura do presidente americano encorajou líderes autoritários. Ao mesmo tempo, ela afirma que ele minou aliados democráticos.

O documento também diz que Trump repreendeu líderes eleitos da Europa Ocidental. No entanto, segundo a HRW, ele e membros do alto escalão expressaram admiração por forças da extrema direita nativista europeia. Por isso, a ONG trata o governo americano como um agente de desestabilização democrática.

As ações do governo americano destacadas pela HRW

O relatório lista medidas atribuídas ao segundo governo Trump que, segundo a ONG, colocam em risco o sistema global de direitos humanos. Em primeiro lugar, o texto menciona deportações. Além disso, ele cita o envio de imigrantes para prisões em El Salvador. O documento também menciona ações de agentes federais de imigração.

Em seguida, a HRW destaca ataques à independência judicial nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, ela aponta iniciativas que minam a confiança no processo eleitoral. Além disso, o relatório menciona práticas que corroem a privacidade. Segundo a ONG, o governo usa o poder do Estado para intimidar opositores políticos.

O documento também cita a retirada dos Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas. Além disso, ele menciona o desmonte de programas de assistência alimentar e subsídios à saúde. Por fim, o relatório aponta a retirada de proteções a pessoas trans e intersexuais.

China e Rússia como motores de pressão internacional

Embora o relatório destaque Trump, a Human Rights Watch afirma que China e Rússia exercem “pressão implacável” contra os direitos humanos em escala global. Segundo o texto, os dois países não apenas adotam políticas internas repressivas. Além disso, eles atuam para enfraquecer mecanismos multilaterais e reduzir o alcance de normas internacionais.

Para a ONG, esse tipo de pressão não depende apenas de repressão direta. Na prática, ele também opera por influência diplomática. Além disso, ele avança por alianças estratégicas. Por fim, ele aparece em tentativas de redefinir o que a comunidade internacional aceita como normal quando o tema envolve direitos humanos.

Como a HRW sugere reagir ao avanço autoritário

O relatório defende que governos que ainda valorizam os direitos humanos precisam reagir com coordenação. Além disso, a HRW afirma que o mundo não pode tratar esses retrocessos como um detalhe. Por isso, o texto defende a construção de uma aliança estratégica entre países democráticos, movimentos sociais, sociedade civil e instituições internacionais.

Segundo a ONG, esse bloco deve conter retrocessos e preservar a ordem internacional baseada em leis. Ao mesmo tempo, o relatório sustenta que o sistema internacional de direitos humanos ainda funciona como barreira contra abusos. Por isso, ele precisa de defesa ativa.

O que a Human Rights Watch diz sobre o Brasil

No capítulo sobre o Brasil, a Human Rights Watch defende reformulação nas políticas de segurança pública. Além disso, o relatório destaca facções criminosas e sua entrada direta ou indireta no Estado. Por isso, a ONG sugere investigações aprofundadas e baseadas em inteligência para identificar vínculos entre criminosos e agentes públicos.

Segundo a HRW, as facções cooptam servidores para proteger atividades ilícitas. Além disso, essa infiltração pode envolver políticos, principalmente em nível local. Para a ONG, essa dinâmica representa risco grave. Afinal, ela corrói instituições por dentro.

O relatório também aponta que a segurança pública deve ocupar papel central na eleição presidencial no Brasil. Isso acontece porque pesquisas recentes indicam que o tema lidera preocupações da população.

A contradição que o relatório expõe sem disfarçar

O texto da Human Rights Watch apresenta uma contradição incômoda. O autoritarismo já não depende apenas de tanques ou censura explícita. Em vez disso, ele avança quando governos eleitos enfraquecem o sistema por dentro. Além disso, ele se normaliza quando práticas de intimidação passam a parecer “política comum”.

O relatório de 2026 trata esse fenômeno como risco global. E ele coloca os Estados Unidos no centro da crítica. Para a ONG, quando a maior potência democrática relativiza direitos, o custo político do autoritarismo diminui. Como consequência, líderes autoritários se sentem mais livres para avançar.

FAQ sobre o relatório mundial 2026 da Human Rights Watch

O que significa dizer que 72% da população mundial vive sob regimes autoritários?
Segundo a Human Rights Watch, o dado indica que a maioria das pessoas vive em países onde liberdades civis e políticas sofrem restrições severas. Além disso, o número funciona como um alerta sobre a erosão de mecanismos democráticos.

Por que a Human Rights Watch afirma que existe um “avanço autoritário” no mundo?
A HRW sustenta que governos têm enfraquecido instituições, atacado a independência judicial e pressionado liberdades civis. Ao mesmo tempo, o relatório afirma que práticas de intimidação política se tornaram mais comuns em diferentes regiões.

O que a HRW diz sobre Donald Trump no relatório de 2026?
Segundo a ONG, o primeiro ano do novo mandato de Trump agravou o avanço autoritário global. Além disso, o relatório afirma que o governo americano encorajou líderes autoritários e minou aliados democráticos.

Por que China e Rússia aparecem como destaque no documento?
A Human Rights Watch afirma que China e Rússia exercem pressão constante contra direitos humanos. Além disso, o relatório diz que os dois países atuam para enfraquecer mecanismos multilaterais e reduzir a força das normas internacionais.

O que o relatório aponta sobre o Brasil?
No capítulo sobre o Brasil, a HRW defende mudanças na segurança pública e alerta para a infiltração de facções criminosas no Estado. Por isso, o relatório sugere investigações baseadas em inteligência para identificar vínculos entre criminosos, agentes públicos e políticos.

Rogério Victorino

Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.

VER PERFIL

Aviso de conteúdo

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.

Deixe um comentário

Veja Também