Imagens da Branquitude: livro de Lilia Moritz Schwarcz trata de racismo e representações visuais

Livro de Lilia Schwarcz explora como imagens perpetuam o racismo estrutural e desafia os leitores a desconstruírem o privilégio branco.
Imagens da Branquitude: livro de Lilia Moritz Schwarcz trata de racismo e representações visuais
Foto: Wiki Commons / Leonor Calasans

Imagens da Branquitude, de Lilia Moritz Schwarcz, oferece uma análise poderosa e reveladora sobre como a branquitude se manifesta simbolicamente em diversos contextos históricos e culturais. A autora, reconhecida por suas contribuições sobre raça e desigualdade, utiliza uma ampla gama de representações visuais para mostrar como imagens moldaram e perpetuaram estruturas de poder ao longo dos séculos.

A construção da branquitude através das imagens

Schwarcz explora registros visuais que incluem mapas, monumentos públicos, fotografias e publicidade, desde o século XVI até hoje. Ela demonstra como essas imagens não apenas documentam, mas também constroem narrativas que naturalizam o privilégio branco. Além disso, a autora argumenta que essas representações criaram um imaginário social em que a branquitude aparece como norma universal, reforçando estruturas de hierarquia racial.

A invisibilidade da supremacia branca

Um ponto central da obra é a ideia de que a branquitude se apresenta como “presença ausente”. Em outras palavras, Schwarcz mostra como a branquitude é frequentemente invisibilizada, ao mesmo tempo em que domina a narrativa visual. Essa invisibilidade, no entanto, fortalece sua posição de poder. Por meio de uma leitura crítica, a autora convida os leitores a desconstruir esses esquemas visuais e questionar o papel das imagens na consolidação do racismo.

Um convite à transformação social

Mais do que uma análise histórica, Imagens da Branquitude desafia o leitor a refletir sobre as estruturas que sustentam a desigualdade racial. Schwarcz aponta que é essencial reposicionar a branquitude em um lugar que permita a transformação social. Apenas enfrentando as raízes do racismo será possível construir uma democracia mais justa e igualitária no Brasil.

Sobre a autora

Lilia Moritz Schwarcz é historiadora, antropóloga e professora da USP e de Princeton. Seu trabalho destaca temas como raça, identidade e desigualdade. Entre suas obras mais conhecidas estão Retrato em branco e negro e Sobre o autoritarismo brasileiro. Lilia é amplamente reconhecida como uma das principais intelectuais que abordam o racismo estrutural no Brasil.

Rogério Victorino

Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.

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