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Catorze Dias: livro organizado por Margaret Atwood e Douglas Preston trata de histórias e resiliência na pandemia
Catorze dias, organizado por Margaret Atwood e Douglas Preston, reúne 34 autores renomados para criar um romance inspirado no clássico Decamerão, de Giovanni Boccaccio. A obra transporta os leitores para um prédio decadente em Nova York, onde vizinhos desconhecidos encontram refúgio no terraço durante os primeiros dias do isolamento causado pela pandemia de Covid-19. À medida que compartilham histórias, eles não apenas se conhecem melhor, mas também refletem sobre a vida, a morte e a capacidade humana de adaptação e resistência.
Uma coletânea de vozes literárias
A cada noite, novos moradores se juntam ao grupo, trazendo cadeiras, poltronas e suas próprias experiências. O que começa como um escape do isolamento logo se transforma em um poderoso exercício de conexão e empatia. Com narrativas que variam entre o misterioso, o reconfortante e o surpreendente, Catorze dias se torna uma ode às comunidades que, mesmo enfrentando perdas e incertezas, encontram forças para seguir em frente.
Escritores de diferentes tradições
Além de Atwood e Preston, o livro conta com a contribuição de grandes nomes da literatura contemporânea, como John Grisham, autor de best-sellers adaptados para o cinema; Tommy Orange, finalista do Prêmio Pulitzer; Erica Jong, referência do feminismo literário com Medo de voar; e Celeste Ng, autora de Pequenos incêndios por toda parte. Essa diversidade de vozes e estilos cria um mosaico envolvente sobre os desafios e os vínculos humanos durante um dos períodos mais marcantes da história recente.
Sobre os organizadores
Margaret Atwood é uma das escritoras mais premiadas da atualidade, com mais de cinquenta livros publicados em 45 países. Sua obra inclui O conto de aia, Vulgo Grace e Os testamentos, além de coletâneas de poesia e ensaios. Atwood recebeu prêmios como o Booker Prize, o Prêmio Franz Kafka e o Prêmio Arthur C. Clarke. Em 2019, foi nomeada integrante da Ordem dos Companheiros de Honra na Grã-Bretanha por suas contribuições à literatura.
Douglas Preston é autor de 39 livros, dos quais 32 figuraram na lista de best-sellers do New York Times. Seu trabalho inclui ficção e não ficção, com destaque para A cidade perdida do deus macaco. Além disso, colabora com a revista New Yorker em artigos sobre arqueologia e paleontologia. Preston já atuou como editor no Museu Americano de História Natural e ensinou escrita de não ficção na Universidade de Princeton. Entre 2019 e 2023, foi presidente da Authors Guild of America.
Rogério Victorino
Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.
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