Egotrip: A grande viagem do amadurecimento espiritual

Quando nos tornamos conscientes de nossos pensamentos e sentimentos, podemos começar a observar o mundo sem a influência do ego.
Egotrip: A grande viagem do amadurecimento espiritual
Foto: Canva

Qual o sentido da vida? Uma única questão para variadas respostas, algumas lúcidas e outras centradas em suas crenças ou necessidades, mas mesmo assim, qual é o sentido da vida? A existência como um todo revela uma aptidão para a humanização e fraternidade entre os povos, mas qual o sentido individualizado em cada ser? Sim, essa é a questão do: por que estou aqui? Qual a minha função no mundo? Se você nunca se perguntou isso é porque sua jornada está iniciando e aqui possam surgir bons indicativos, mas se já fez essa pergunta a si mesmo varias vezes, é porque já teve contato com muitas faces do seu interior.

Ao longo da existência vamos colecionando uma série de “protetores” interiores que surgem dos eventos que se sucedem e dos sentimentos que eles desencadeiam, e que invariavelmente acabam por direcionar os atos e intenções imediatas. É exatamente durante o embate interno que ressurge a necessidade do olhar para a essência, redescobrir prioridades e valores, retomar o centro e tranquilizar os mecanismos de defesa. A Espiritualidade classifica-os como anseios interiores provindos das frequências do ego, não como uma demonização, mas como fruto da ignorância e da responsabilidade sobre os atos. Nas palavras de Jiddu Krishnamurti:

“Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, o tempo, assim o homem é sempre um escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e assim nós vivemos em constante conflito e luta. Não há evolução psicológica. Quando o homem se torna consciente do movimento de seus próprios pensamentos, ele verá a divisão entre o pensador e o pensamento, o observador e o observado, o experimentador e a experiência. Ele descobrirá que esta divisão é uma ilusão. Só então haverá observação pura, significando isso percepção sem qualquer sombra do passado ou do tempo. Este vislumbre atemporal traz uma mutação profunda e radical na mente”.

Ou seja, as ações intempestivas não passam pela reflexão ou vontade do espírito, mas simplesmente como resposta padrão de defesa a uma violência sofrida de mesma sintonia. Por isso muitos se arrependem de seus atos quando tem tempo para deixar que sua consciência espiritual venha à tona e se comunique: ah, eu não deveria ter feito; eu sei que não deveria ter dito; eu faria diferente se tivesse pensado melhor! Mas é exatamente ai que se encontra o motivo para essa Egotrip, a descoberta, a possibilidade de evoluir através de outras culturas, outras ideias e outros propósitos. A Espiritualidade caminha ao lado de cada ente humano auxiliando na percepção das melhores escolhas na descoberta de si mesmo, da realização como ser e na sinergia com o grupo.

Sergio Bosco

Bacharel em Teologia pela PUC-SP com Extensão universitária em Doutrina social da Igreja pela Faculdade Dehoniana de Taubaté. Escritor, pesquisador e ensaísta.

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