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Papa Leão XIV pede o fim da guerra na Ucrânia e reforça apelo global pela paz
Ao comentar mais um domingo marcado por guerras normalizadas, o Papa Leão XIV voltou a pedir publicamente o fim do conflito na Ucrânia e lançou um apelo direto à consciência internacional. No Lide de sua mensagem após o Angelus, o Pontífice destacou o sofrimento de populações civis expostas ao frio extremo, sem eletricidade, água ou aquecimento, enquanto a guerra segue avançando como se já tivesse se tornado rotina.
Pois ao fazê-lo, Leão XIV recolocou no centro do debate uma contradição incômoda: o mundo se acostuma ao conflito enquanto fala de paz em discursos protocolares. Para o Papa, porém, rezar não basta. É preciso agir, pressionar e interromper a lógica que transforma civis em dano colateral permanente.
Ucrânia sob bombardeios e o inverno como arma silenciosa
Leão XIV citou diretamente os ataques russos recentes contra a infraestrutura energética da Ucrânia, que deixaram mais de um milhão de pessoas sem serviços básicos em meio a temperaturas abaixo de zero. Segundo o Pontífice, as hostilidades prolongadas ampliam o sofrimento civil, aprofundam divisões entre os povos e afastam qualquer possibilidade concreta de uma paz justa e duradoura.
Ao acompanhar com tristeza os acontecimentos, o Papa afirmou manter proximidade espiritual com os que sofrem e convidou líderes e sociedades a intensificarem esforços reais para encerrar a guerra. Para ele, cada dia adicional de conflito distancia a humanidade de um equilíbrio mínimo entre justiça, dignidade e vida.
Jovens como antídoto simbólico à cultura da violência
Durante o Angelus, Leão XIV também se dirigiu aos jovens da Ação Católica presentes na Praça São Pedro, acompanhados por famílias, educadores e sacerdotes. A Caravana da Paz, que coloriu a praça e a Via da Conciliação, serviu como contraponto simbólico a um mundo cada vez mais acostumado à linguagem da força.
O Papa agradeceu aos jovens por ajudarem os adultos a enxergar o mundo sob outra perspectiva, baseada na colaboração entre povos. Ao mesmo tempo, reforçou um princípio simples e exigente: ninguém vence o mal reproduzindo violência. Para ele, o mal só se vence com o bem, seja nas grandes guerras, seja nos conflitos cotidianos.
Pacificação começa nos gestos cotidianos
Ao falar diretamente com crianças e adolescentes, Leão XIV pediu coerência entre discurso e prática. Ele incentivou atitudes pacificadoras em casa, na escola, nos esportes e em todos os espaços sociais. O Papa foi categórico ao rejeitar qualquer forma de violência, inclusive verbal, lembrando que a paz se constrói pelo respeito entre os povos, não pela imposição.
Na mesma fala, o Pontífice ampliou o olhar para outros territórios em conflito, como o Oriente Médio, desse modo, destacando que muitas guerras seguem interesses alheios às populações que pagam o preço mais alto.
Dignidade humana além dos conflitos armados
O Papa Leão XIV também recordou o Dia Mundial dos Doentes de Lepra, expressando proximidade com as pessoas afetadas e incentivando o trabalho da Associação Italiana de Amigos de Raoul Follereau e de todos os que atuam na proteção da dignidade desses pacientes. Para o Pontífice, cuidar dos mais vulneráveis representa outra frente concreta de construção da paz.
Por fim, na mesma ocasião, ele lembrou o Domingo da Palavra de Deus, instituído por Francisco há sete anos, destacando, assim, a centralidade das Escrituras na vida comunitária e pessoal. Além disso, mencionou o encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, reforçando a importância do diálogo entre denominações cristãs como exercício prático de fraternidade. Reportagem do Vatican News.
FAQ sobre o apelo do Papa Leão XIV pela paz
O que motivou o novo apelo do Papa Leão XIV sobre a Ucrânia?
Os recentes bombardeios contra a infraestrutura energética ucraniana, que deixaram milhões de civis sem serviços básicos em pleno inverno, motivaram o pronunciamento.
Qual é a principal mensagem do Papa sobre a guerra?
Leão XIV afirma que guerras prolongadas aprofundam divisões, aumentam o sofrimento civil bem como afastam qualquer possibilidade real de paz justa e duradoura.
Por que o Papa destacou os jovens da Ação Católica?
Ele vê nos jovens um símbolo de esperança e um convite prático à construção da paz por meio de atitudes cotidianas de colaboração e não violência.
O apelo do Papa se limita à Ucrânia?
Não. Embora destaque a Ucrânia, Leão XIV estende o pedido de paz a todas as regiões em conflito, incluindo o Oriente Médio.
Como o Papa relaciona fé e ação concreta pela paz?
Para Leão XIV, oração e fé precisam caminhar junto com esforços reais, decisões políticas responsáveis e atitudes práticas que preservem a dignidade humana.
Rogério Victorino
Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.
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