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Auto perdão e aceitação: como aceitar quem você se tornou e se libertar da culpa do passado
Algumas culpas não gritam, mas pesam. Elas se escondem nos gestos contidos, nas palavras não ditas, nos sonhos adiados e nas críticas silenciosas que você dirige a si mesma. O julgamento mais severo raramente vem de fora. Na maioria das vezes, é você quem ainda se pune por escolhas passadas, erros cometidos e silêncios mantidos.
O tempo passou. Você mudou, amadureceu e sobreviveu a dores que ninguém viu. Ainda assim, talvez continue recusando aceitar quem se tornou — não por falta de mérito, mas porque carrega a dor de não ter sido perfeita.
A verdade, contudo, é que ninguém atravessa a vida sem falhas. Todos têm momentos dos quais não se orgulham. Mas seguir em frente só se torna possível quando você para de se cobrar por não ter feito diferente, antes de saber o que sabe hoje.
As várias versões de si mesma: nem certa, nem errada, apenas humana
Você já foi forte. Já foi frágil. Já calou por medo e gritou por amor. Já se entregou demais e também se afastou por proteção. Todas, entretanto, essas versões fazem parte do seu caminho. Por isso, negá-las seria negar a própria história.
A voz crítica que diz que você deveria ter sido mais firme, mais sábia ou mais amorosa ignora o contexto em que tudo aconteceu. Não considera o medo, o cansaço bem como a solidão que moldaram suas escolhas. O autojulgamento aprisiona. A autocompaixão, por outro lado, liberta.
Por isso, aceitar quem você se tornou é olhar para trás com respeito. É afirmar: “Eu fiz o melhor que pude com o que eu sabia naquela época.” Essa frase, simples e verdadeira, marca o início de todo perdão real.
Perdoar a si mesma: um ato de amor radical
O perdão não acontece de uma vez. Ele se constrói aos poucos, em um processo de presença, verdade e compaixão. Ao invés de tentar reescrever a sua história, portanto, você aprende a acolhê-la com maturidade e delicadeza.
Isso envolve:
- Deixar de reviver erros como forma de autopunição;
- Reconhecer que tropeços fazem parte do caminho da evolução;
- Aceitar a própria imperfeição sem perder a dignidade;
- Romper com a ideia de que só merece amor quem é impecável.
Ao se perdoar, você integra partes suas que estavam escondidas sob vergonha e culpa. E passa a florescer com mais liberdade, leveza e verdade.
A vida começa onde a culpa termina
Você não precisa mudar quem é para merecer amor. Precisa apenas aprender a se ver com os olhos da alma — os olhos que acolhem, compreendem e abraçam a própria humanidade.
Em suma, aceitar quem você se tornou não significa se acomodar. Significa reconhecer que, mesmo nos capítulos mais difíceis, existe beleza e força. Pois o perdão a si mesma abre a porta da presença. E é só nesse estado que o passado encontra paz, o presente ganha profundidade e, por isso, o futuro se revela cheio de possibilidades.
FAQ sobre auto perdão e aceitação
Por que é tão difícil me perdoar por coisas do passado?
Porque você talvez ainda acredite que deveria ter sido perfeita. Mas o perdão só nasce quando acolhemos a nossa humanidade.
Como saber se ainda não aceitei quem me tornei?
Quando sente vergonha da própria história, se compara o tempo todo ou tenta esconder partes do passado, ainda há rejeição interna.
O auto perdão pode ser trabalhado sem ajuda profissional?
Sim, embora a terapia possa aprofundar esse processo. Práticas como escrita terapêutica, meditação e autocompaixão já ajudam muito.
Aceitar-se é parar de evoluir?
Não. Quem se aceita cresce com mais leveza e verdade, livre do peso constante da cobrança e da culpa.
Vera Lucia Oliveira
Terapeuta Integrativa e instrutora de ThetaHealing. Acolho histórias e facilito curas com leveza, promovendo equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.
Especialidades: Apometria, Radiestesia, ThetaHealing
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