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Relacionamentos intermitentes: como romper o ciclo de idas e vindas emocionais?
Relacionamentos intermitentes são marcados por um padrão repetitivo de separações e reconciliações. A intensidade emocional, o apego à história construída e a sensação de que ainda existe algo a resolver mantêm as pessoas presas a uma dinâmica desgastante. Mesmo quando tudo aponta para o fim, a esperança de que “dessa vez será diferente” renasce — e o ciclo recomeça.
Essa dança emocional nem sempre está ligada ao amor verdadeiro. Em muitos casos, ela se alimenta da carência, da idealização do outro ou da dificuldade em romper padrões familiares. A ligação se torna um elo emocional instável, que prende mais do que nutre e confunde mais do que acolhe.
As feridas emocionais que mantêm o ciclo
Por trás dos altos e baixos constantes, existe quase sempre uma tentativa inconsciente de preencher vazios internos. Feridas como medo de abandono, baixa autoestima e crenças distorcidas sobre amor sustentam esse tipo de vínculo.
Algumas crenças comuns incluem:
- “Se eu desistir agora, tudo terá sido em vão.”
- “Um dia ele vai perceber meu valor.”
- “Relações verdadeiras exigem dor e sacrifício.”
Essas ideias, muitas vezes herdadas da infância ou de vivências anteriores, moldam a percepção da relação. A pessoa não consegue enxergar que, às vezes, o que precisa de cura não é o relacionamento, mas a própria ferida emocional que insiste em reviver.
Por que é tão difícil sair de um relacionamento intermitente?
Romper esse tipo de vínculo vai além de tomar uma decisão racional. É um processo emocional intenso, porque envolve:
- Vício emocional: a alternância entre dor e prazer ativa o sistema de recompensa cerebral.
- Esperança contínua: uma parte sua acredita que a mudança ainda pode acontecer.
- Medo do vazio: o fim definitivo parece mais assustador do que os ciclos de dor.
- Lealdade inconsciente: repetir padrões familiares pode parecer familiar e até necessário.
Esses elementos se misturam e criam um laço emocional difícil de romper. Sair exige mais do que força: exige consciência, acolhimento das próprias dores e disposição para começar um novo caminho — mesmo que isso doa, mesmo que ainda haja amor.
Escolher a si mesmo é um ato de amor
Encerrar um relacionamento intermitente não significa fracassar. Pelo contrário, representa a coragem de dizer “basta” a ciclos que machucam. É um recomeço interno. Um passo rumo ao amor-próprio, à autonomia emocional e à possibilidade de viver um amor que não machuca.
Amar alguém não justifica permanecer em uma relação que adoece. É possível sentir amor e, ainda assim, escolher partir. Porque o amor verdadeiro começa quando você decide cuidar de si mesmo antes de tudo.
FAQ sobre relacionamentos intermitentes
Todo relacionamento com idas e vindas é tóxico?
Nem sempre. Mas se o padrão se repete sem evolução, o vínculo pode estar baseado mais na dor do que no crescimento.
Como saber se estou preso a um ciclo intermitente?
Observe se os mesmos motivos causam as separações, se as promessas não se concretizam e se você sente cansaço emocional após cada volta.
A terapia pode me ajudar a sair desse padrão?
Sim. A terapia oferece ferramentas para curar feridas, fortalecer sua autoestima e tomar decisões mais conscientes sobre sua vida afetiva.
É normal ainda amar, mesmo sabendo que faz mal?
Sim. O amor pode continuar mesmo quando o relacionamento se torna prejudicial. Reconhecer isso é parte da maturidade emocional.
Romper definitivamente é sempre o melhor caminho?
Quando a relação não evolui e se torna mais dor do que construção, o rompimento é um ato de amor próprio e liberdade.
Vera Lucia Oliveira
Terapeuta Integrativa e instrutora de ThetaHealing. Acolho histórias e facilito curas com leveza, promovendo equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.
Especialidades: Apometria, Radiestesia, ThetaHealing
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