Gastrite e emoções: como a raiva silenciosa afeta seu estômago e saúde

A gastrite pode ser mais do que um problema físico. Saiba como emoções não expressas, como raiva e frustração, influenciam a saúde gástrica.
Gastrite e emoções: como a raiva silenciosa afeta seu estômago e saúde
Foto: Canva

Você já sentiu aquele desconforto no estômago, sem explicação aparente? A gastrite, de acordo com a medicina tradicional, é a inflamação da mucosa gástrica, muitas vezes provocada por estresse, medicamentos ou infecções. No entanto, a visão psicossomática sugere que devemos olhar além do físico e considerar o emocional como um fator relevante.

Louise Hay, em seu livro Você Pode Curar Sua Vida, relaciona problemas estomacais à dificuldade de “digerir” situações da vida. Já Claudio Lara, no livro O Corpo Explica, afirma que o estômago é o campo simbólico das emoções não verbalizadas. Ou seja, tudo o que você engole para evitar brigas, tudo o que cala para manter a paz, pode se transformar em acidez dentro de você.

A função digestiva e os conflitos emocionais

Emoções como raiva, frustração e ressentimento, quando não expressas, podem sobrecarregar o sistema gástrico. A raiva silenciada age como veneno, se acumulando ao longo do tempo. O estômago, por ser o “primeiro filtro” do que entra no corpo, se torna o campo ideal para esses conflitos não digeridos.

A Metafísica da Saúde, de Valcapelli e Gasparetto, afirma que a gastrite geralmente se manifesta em pessoas que têm grande dificuldade em lidar com confrontos e que acumulam frustrações por medo de perder afeto ou controle.

Quando o estômago “fala”, é sinal de que há algo que você não está conseguindo lidar em nível consciente. Situações mal resolvidas, palavras engolidas e decisões evitadas formam o caldo perfeito para o desequilíbrio.

Quando o corpo denuncia o silêncio emocional

Se o estômago é o primeiro a reagir, é porque a alma já está há muito tempo tentando avisar. Para compreender as mensagens por trás da gastrite, experimente refletir com profundidade:

  • Quais sentimentos tenho reprimido para evitar conflitos?
  • Que situações me causam frustração e eu insisto em engolir calada(o)?
  • Em que momentos deixo de expressar minha verdade por medo de ser julgada(o)?
  • Meu desconforto gástrico surge em quais contextos? Há padrões emocionais repetidos?

Essas perguntas não são diagnósticas, mas convites para a honestidade emocional.

Reescrevendo a forma como você lida com seus limites

Quando a dor no estômago se torna recorrente, talvez seja hora de transformar os pactos silenciosos que você fez consigo mesma(o) para evitar brigas ou rejeições. Algumas crenças limitantes frequentemente surgem nesse contexto:

  • “Se eu falar, vou magoar alguém.”
  • “Engolir sapos é melhor do que criar confusão.”
  • “Não posso demonstrar raiva, senão perco o controle.”

Ao reprogramar esses padrões, você pode abrir espaço para:

  • “Eu posso me expressar com amor e firmeza.”
  • “Minha voz é válida e merece ser ouvida.”
  • “É seguro para mim colocar limites saudáveis e claros.”

A energia que antes alimentava o conflito interno começa, assim, a nutrir sua cura.

Em suma, a dor no estômago pode ser mais do que um mal-estar físico — ela pode ser a expressão silenciosa de tudo aquilo que ficou engasgado na alma. O caminho da autocura passa pelo reconhecimento dessas dores emocionais e pela coragem de transformar velhos padrões. Ouvir o corpo é também um gesto de amor-próprio. A cura começa quando você se permite sentir, falar e libertar.

FAQ sobre gastrite e emoções

1. Toda gastrite tem origem emocional?
Não necessariamente. A abordagem psicossomática complementa a medicina convencional, mas não substitui diagnóstico médico. Ela busca entender os padrões emocionais que podem estar associados aos sintomas físicos.
2. Como o ThetaHealing pode ajudar?
Com o ThetaHealing, acessamos as crenças subconscientes associadas à repressão emocional e trabalhamos a liberação de ressentimentos, além de instalar novas formas de lidar com conflitos internos e externos.
3. Posso me curar emocionalmente mesmo com tratamento médico?
Sim! O ideal é unir as abordagens: cuidar do físico com o apoio médico e cuidar do emocional com terapias integrativas.
4. A raiva reprimida pode afetar a saúde física?
Sim. A raiva não expressa pode ser armazenada no corpo e afetar diferentes sistemas, como o digestivo. A gastrite é um exemplo de como as emoções não expressas podem se manifestar fisicamente.
5. Como posso começar a trabalhar a cura emocional para aliviar a gastrite?
É importante começar com o autoconhecimento, observando suas emoções reprimidas, especialmente a raiva. A meditação, terapia e técnicas de liberação emocional, como o ThetaHealing, podem ajudar a transformar esses padrões e aliviar os sintomas físicos.

Vera Lucia Oliveira

Terapeuta Integrativa e instrutora de ThetaHealing. Acolho histórias e facilito curas com leveza, promovendo equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.

Especialidades: Apometria, Radiestesia, ThetaHealing

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