Estudo brasileiro alerta para degelo acelerado nas calotas polares

Estudo aponta degelo acelerado nas calotas polares e alerta para riscos de elevação do nível do mar e impactos nas cidades costeiras.
Estudo brasileiro alerta para degelo acelerado nas calotas polares
Foto: Canva

O estudo “Planeta em Degelo”, baseado em dados inéditos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), revela a aceleração do derretimento das geleiras, com impactos significativos nas cidades costeiras.

O relatório aponta que desde 1976, 9.179 gigatoneladas (Gt) de gelo foram perdidas, sendo que 98% desse total já chegou aos oceanos em estado líquido. Entre 2015 e 2024, a perda foi de 41%, o que reflete um ritmo ainda mais acelerado do que o observado nas décadas anteriores.

O impacto do degelo nas calotas polares

De acordo com o biólogo Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a aceleração do degelo tem relação direta com o aquecimento global, que atinge os recordes de temperatura de 2023, 2024 e 2025. A quantidade de gelo derretido nas calotas polares é equivalente a 18 mil vezes a massa da população mundial atual.

O estudo destaca que o aumento do nível do mar é uma consequência direta do derretimento, já que a água das geleiras, ao derreter, se transfere para os oceanos, resultando na elevação do nível do mar. Essa alteração já tem impactos nas cidades costeiras, exigindo medidas de adaptação para mitigar os efeitos da erosão costeira e perda de áreas terrestres.

Aquecimento global e seus efeitos sobre o clima

Além da elevação do nível do mar, o degelo também afeta a salinidade dos oceanos. A água doce que se mistura aos oceanos pode enfraquecer as correntes marítimas que distribuem água fria da Antártica para as regiões tropicais, o que tem um impacto direto no clima global.

Para o Brasil, a alteração na circulação oceânica antártica tem o potencial de afetar padrões de chuva, frentes frias e eventos climáticos extremos, como secas e inundações. A pesquisa indica que as mudanças no clima global podem afetar diretamente o padrão climático do Atlântico Sul e impactar o Brasil, especialmente as regiões costeiras.

A importância da educação ambiental e ações imediatas

Christofoletti defende que a educação ambiental, como a proposta do Currículo Azul, é essencial para que a sociedade entenda o impacto das mudanças climáticas no planeta. Ele destaca que a mudança de comportamento só ocorre quando as pessoas compreendem os processos que estão em andamento e sua relação com a vida cotidiana.

O pesquisador também alerta para a necessidade de cumprir os compromissos firmados na COP30, como a transição para fontes de energia limpa, a fim de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os efeitos do aquecimento global. Até que isso ocorra, ele sugere que medidas de adaptação, como a proteção das cidades costeiras, sejam adotadas de forma urgente. Reportagem da Agência Brasil.

FAQ sobre estudo brasileiro que alerta sobre degelo nas calotas polares

1. O que é o estudo “Planeta em Degelo”?
É um estudo baseado em dados do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) que alerta para a aceleração do degelo nas calotas polares e seus impactos no nível do mar.

2. Quais são as principais consequências do degelo acelerado?
O degelo resulta na elevação do nível do mar, que pode afetar as cidades costeiras, além de alterar a salinidade dos oceanos e impactar o clima global.

3. Como o degelo acelera as mudanças climáticas?
O derretimento das geleiras contribui para o aumento do nível do mar e altera as correntes marítimas, o que afeta a distribuição de calor no planeta e agrava eventos climáticos extremos.

4. Como o Brasil é afetado pelo degelo nas calotas polares?
As mudanças na circulação oceânica antártica podem alterar os padrões de chuva, frentes frias e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos no Brasil.

5. O que a sociedade pode fazer para mitigar os efeitos do degelo?
A educação ambiental e ações como a adaptação das cidades costeiras são essenciais. Além disso, é fundamental cumprir os compromissos internacionais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Rogério Victorino

Jornalista especializado em entretenimento. Adora filmes, séries, decora diálogos, faz imitações e curte trilhas sonoras. Se arriscou pelo turismo, estilo de vida e gastronomia.

VER PERFIL

Aviso de conteúdo

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.

Deixe um comentário

Veja Também